CARNAVAL 2015

Enredo: "Tudo que Venda Nova toca vira ouro"
Classificação: TETRACAMPEÃ DO CARNAVAL

Prêmios: Melhor Samba-enredo, Melhor Fantasia, Melhor Evolução, Melhor Bateria, Melhor Comissão de Frente, Melhor Mestre-sala e Porta-bandeira, Melhor Harmonia, Melhor Evolução e melhor Alegoria/adereços.

TRETRACAMPEÃ do carnaval de Beagá

Acadêmicos de Venda Nova doura a passarela!

O dourado reino do Midas Elias Tergilene, abriu o desfile da Acadêmicos de Venda Nova.

Um show de samba, energia e empolgação! Assim foi o desfile de Venda Nova, a quarta escola de samba do grupo especial de BH. Este carnaval relembrou os seus áureos tempos de magia e brilho, ao retornar para a tradicional passarela do samba na Avenida Afonso Pena, o veio central da circulação da Capital. Tudo foi ouro e Venda Nova ladrilhou a pista com muito dourado e cores nas suas alegorias e fantasias. O enredo versava sobre a história do comércio mundial e suas implicações em nossa vida cotidiana. Já no abre-alas, o megaempresário Elias Tergilene, o "rei dos shoppings populares", ditava e anunciava o ritmo da apresentação da agremiação.

 
O ritmo empolgante da bateria.
Cores e beleza na ala das "Seda e Porcelanas Chinesas".

O belo samba de Mandruva, dona Elisa e Wallisson, caiu na boca do povo e tornou-se o hit na voz de Marcelo Zói, Waldir Alkymia e Olodum, acompanhado pela bateria nota 10 dos mestres Rafael Leite e João Bosco, todos súditos da deslumbrante rainha Tamires Nunes. Faiscando na passarela, o casal portador do pavilhão azul e rosa, Kele Cristina e Denis Ricardo, foi o símbolo da superação e elegância.

 
Luxo e ousadia na alegoria "Rotas do Oriente".
Tamires Nunes, deslumbrante rainha da "Venenosa".

Sobre as alegorias ou na pista, muitas plumas e brilhos destacaram personalidades como Arabela e Janaína Gonçalves, Adélia Rubini, Ana Luisa Anacleto, Marilene Gomez, Fátima Brito, Alexandre Lázaro, Júnia Bertolino, Leo de Jesus, Iara Luiza, Alberto Wo, Ana Paula, dentre muitos outros. E o resultado? Ouro, ouro, muito ouro!!! Veja mais fotos na galeria_2015.

 

Conheça a logomarca do carnaval 2015.

 

 

Venda Nova escolhe o samba enredo para o carnaval 2015.

Conheça o samba enredo campeão do nosso X Concurso, realizado no Restaurante Fazenda Mineira, em outubro de 2014. Bicampeão dos nossos concursos, o compositor Mandruvá, autor do samba de 2011 (Venda Nova TRIcentenária), fez parceria com dona Elisa e Walisson Adriano, para a elaboração da obra. Veja, abaixo, a letra, clique aqui e ouça o áudio.

 

 

Samba enredo 2015: “Tudo que Venda Nova toca vira ouro
Autores: Mandruvá, dona Elisa, Walisson Adriano

 

É carnaval!
A Venda Nova vem mostrar
Rei Midas o lendário soberano
Vivendo a riqueza e o poder
Do oriente pra cá e da Europa pra lá
Rota da seda aconteceu
Especiarias, cravo e canela
Vem perfumando nossa passarela

No crediário, cartão de crédito,
Quem quer comprar?
“ Tô na internet, meu bem!!”
No shopping center também,
Quem vai querer?
É tudo ouro vem buscar pra você

As novas praças vêm surgindo pra ficar
E o mercado do consumo vai brilhar
O que Venda Nova toca vira ouro
Nosso tesouro é poder te alegrar
E o comércio que gira o mundo
Vai colorir o carnaval de Beagá

Moça bonita não paga, alô freguês!
O "Xing-ling" mandou dizer
Se tem ouro na sandália da mulata
Na saia da baiana tem de
ndê


 

 

X Concurso Samba Enredo - Carnaval 2015

No ritmo do TRICAMPEONATO alcançado em 2014, os Acadêmicos de Venda Nova lançam a décima edição do seu tradicional concurso, para escolha do seu samba enredo 2015. Clique na imagem e saiba mais.

 

SINOPSE DO ENREDO


Apresentação

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Venda Nova apresenta o seu enredo para o carnaval Belo Horizonte de 2015: Tudo que Venda Nova toca vira ouro”.

Os Acadêmicos de Venda Nova são vendedores de sonhos, alegria e ilusão nesta noite de carnaval. Possuímos em nosso próprio nome o termo “VENDA”, que inspira e ilustra o nosso enredo com uma das mais antigas práticas da nossa civilização: o comércio. Desde a antiguidade, a história registra as relações de troca de bens e mercadorias entre os diversos grupos humanos.

A necessidade de adquirir produtos essenciais à sobrevivência dos seus membros, e também, de escoar o excesso da produção local, fez com que as primeiras possibilidades de troca e comércio se estabelecessem. Com o surgimento das “moedas” e meios de troca, a aquisição destes bens foi bastante intensificada e colaborou para o surgimento de rotas comerciais, que cruzavam e interligavam regiões longínquas da Europa, África e Ásia. Surge, então, o conceito de globalização do comércio.

“De lá pra cá” o mundo vive uma verdadeira transformação nas suas relações comerciais, seja pelo aumento do mercado consumidor, seja pelo incremento das atividades comerciais, seja pela facilidade no transporte das mercadorias. Mais forte do que nunca, as relações comerciais alcançam novo patamar na economia e em nosso dia-a-dia, facilitadas pelo e-commerce (comércio virtual) e pela variedade dos produtos, bens e serviços, disponíveis nos grandes templos do consumo.

- “...paga um, leva dois!!!”, “...moça bonita não paga!!!”,
“ ...alô, freguês!!!”, “...quem vai querer!?!”, “...fiado só amanhã!!!”.

Tudo que ele toca vira ouro

“São os olhos do dono que engordam a sua boiada”, “tudo que ele toca vira ouro”, “o toque de Midas”. Estes antigos e conhecidos ditos populares nortearam o desenvolvimento do nosso enredo e a abertura do desfile da nossa Acadêmicos de Venda Nova, neste carnaval de 2015. Midas, o mítico, lendário e poderoso soberano do importante centro comercial na antiga Frígia (região na atual Turquia), há cerca de 2.000 anos a.C., foi assim reconhecido pela sua excepcional habilidade na comercialização de artigos e especiarias, muitos procedentes do extremo oriente. Sua fama foi imortalizada e realçada pela mitologia do “rei Midas” que, tomado pela fome de riqueza e poder, pediu e recebeu do deus grego Apolo, o dádiva de transformar em ouro tudo aquilo em que tocava, nascendo então o lendário “toque de Midas”. Assim, transformou em ouro o palácio, as flores e as árvores dos seus jardins, os objetos, os animais, os alimentos, as bebidas e, acidentalmente, a sua própria filha. Logo depois teve a oportunidade de reverter os seus atos e recebeu de Apolo a reversão das suas ações. Tornou-se, então, um soberano mais zeloso pelos seus familiares e ainda mais cuidadoso e próspero nas atividades comerciais desenvolvidas no seu reino.

Rotas da antiguidade – o vai-e-vem comercial

O intercâmbio comercial foi muito ativo entres as diversas partes da Europa, Ásia e África, desde a antiguidade. Verdadeiras rotas eram frequentadas por comerciantes, produtores e compradores de todo o tipo de produtos e bens, que conseguiam lucros enormes em cima de mercadorias adquiridas no oriente. O precioso sal, metais e até seres humanos eram usados como meios de troca (moedas). A ”Rota da seda“ foi uma das mais ativas e conhecidas, estendendo ramificações por boa parte do velho mundo, interligando as longínquas Índia e China ao oriente médio e, pelo caminho, surgiram importantes centros de comércio do mundo antigo. Do oriente se buscavam, principalmente: sedas, tecidos nobres, tapetes, chás, especiarias usadas como temperos e para preservar alimentos (pimenta, gengibre, cravo, canela, noz moscada, açafrão, cardamomo e ervas aromáticas). Movimento importante, também, foi propriciado pelas Cruzadas, que foram expedições de caráter religioso (cristão), incentivadas pelos reis e nobres europeus, a partir do século VII d.C., com o intuito de proteger a cidade de Jerusalém da invasão dos Turcos (mouros). Mas, estrategicamente, nessas longas caminhadas/expedições, muitos negócios comerciais foram tratados, aumentando o intercâmbio de mercadorias, incrementados consideravelmente pela exigência da burguesia por produtos luxuosos.

Revolução comercial

A partir do século XIV, devido aos altos lucros obtidos pela venda das especiarias, cidades como Veneza e Gênova (atual Itália), tornaram-se prósperas e seus comerciantes dominavam o comércio das especiarias através do Mediterrâneo. A quebra desse monopólio veio com a descoberta do “caminho marítimo para as Índias”, no final do século XV, pelos portugueses, que conseguiram chegar ao oriente através da navegação pela costa africana. Assim, passaram a comprar as especiarias diretamente na fonte e tiraram o monopólio dos italianos. As caravelas portuguesas chegavam à Europa abarrotadas de especiarias, que eram vendidas com alta taxa de lucro, tornando Portugal uma potência econômica da época. As grandes navegações também impulsionaram a “descoberta” de novas terras (América, Oceania) de onde vieram mais especiarias, dentre elas o cobiçado pau-brasil (corante natural) da Mata Atlântica brasileira. Multiplicaram-se os produtores artesanais de artigos para o vestuário, utensílios e objetos domésticos, produtos alimentícios e de estética. Por aqui uma das principais rotas de circulação dessas mercadorias e minerais preciosos, foi a Estrada Real, que interligava Diamantina (Minas) aos portos do Rio de Janeiro e Parati. Com a invenção e utilização das máquinas a vapor nos processos produtivos, em meados do século XVIII (Revolução Industrial), a indústria multiplicou a quantidade e a variedade de artigos, que puderam atender a um mercado muito maior e a consumidores cada vez mais exigentes.

Babel – a globalização comercial

O mundo atual é uma grande vitrine onde o comércio alcança proporções globalizadas. O projeto de um artigo europeu pode ser produzido na Ásia, financiado por empresários africanos e lançado no mundo todo. Um produto chinês pode ser consumido por todos no planeta. A comercialização de mercadorias, bens e serviços ganhou praticamente todas as praças (postos de venda). A moeda “viva” foi substituída pela de “plástico”, o cartão de crédito. O supermercado é o playground da alimentação e o Shopping Center, o grande templo do consumo. O comércio é a base da economia mundial, afinal todos querem produzir seus bens para poder comercializá-los posteriormente, seja um objeto de uso pessoal ou um veículo para uso coletivo. Se, num dado momento, o “olho-a-olho” entre comerciante e cliente era o principal aval pra uma relação comercial, hoje esta interação não é tão necessária. Inventamos o e-commerce (comércio virtual), que permite a comercialização de produtos com a intermediação de computadores e equipamentos eletrônicos, conectados na rede mundial de informação, a “Rota da Internet”, que interliga todo o planeta. Um produto “virtual” é comprado por uma moeda “virtual”, mas a relação de confiança ainda persiste, seja num cliente que confia numa mercadoria impalpável, seja num produtor que confia num pagamento posterior, por parte do consumidor. Esta Babel é nova praça do comércio mundial.

Os Acadêmicos de Venda Nova são vendedores de sonhos e ilusão, nesta noite de carnaval.


Belo Horizonte, 20 de agosto de 2014.

GRES Acadêmicos de Venda Nova
Diretoria de Carnaval

 

 

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