SOU PAMPULHA, SOU CARNAVAL! PATRIMÔNIO DA CULTURA MUNDIAL!

Quem já curtiu as belezas e delícias de um dia de emoções e redescobertas na orla do “nosso mar”, a Pampulha? Quem visitou os seus monumentos de arquitetura vanguardista e suas diversas atrações turísticas? Alguém tomou aquela água de coco, ao caminhar pelas suas calçadas, ou fez piqueniques nos seus gramados ou se arrepiou com os incontáveis gols e os grandes espetáculos ali realizados? Pois então, faça chuva ou faça sol, dia ou noite, a Pampulha sempre estará de braços abertos a nos esperar. Esse aprazível cartão postal e suas belezas é o enredo da nossa Acadêmicos de Venda Nova e uma linda homenagem a todo o povo de Beagá.

 

Justificativas

Um acontecimento tão especial como o recente recebimento do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela UNESCO às edificações atualmente denominadas de Museu de Arte da Pampulha, Casa do Baile, Pampulha Tênis Clube e Igreja de São Francisco de Assis, idealizadas entre 1942 e 1943, pelo arquiteto Oscar Niemeyer, não poderia passar despercebido pela maior festa da cidade, que é o carnaval e o desfile das Escolas de Samba. Belo Horizonte recebeu, emocionada, tal prestígio da comunidade internacional, pela importância histórica e artística das obras, além do bom estado de conservação das edificações e do entorno.

A nossa Acadêmicos de Venda Nova canta esse patrimônio maravilhoso e exalta, ainda, as outras tantas atrações da orla da lagoa, atraindo um número crescente de visitantes e admiradores, sendo um dos principais destinos turísticos mais procurado em Minas Gerais. Convidamos a todos para desfrutarem dos parques ecológico, de diversão e zoológico, do grande Mineirão e da ciclovia, dos variados restaurantes e bares, e da disputada queima de fogos do réveillon, entre outros.

Então, venha desfrutar desse bem que é de todos nós, juntando-se à Acadêmicos de Venda Nova, nesse carnaval de belezas e recantos. Afinal, “Sou Pampulha, sou Carnaval! Patrimônio da Cultura Mundial!

ACADEMICOS DE VENDA NOVA - CARNAVAL BELO HORIZONTEDescrição do Enredo

“Sou Pampulha, sou Carnaval! Patrimônio da Cultura Mundial!”. Um deslumbrante passeio pela Lagoa da Pampulha e seus principais atrativos culturais, esportivos e de lazer é o convite que a Acadêmicos de Venda Nova faz a todos os foliões presentes na Passarela do Samba. Tragam suas câmeras, cestos com lanches, bicicletas, bandeiras e curtam o roteiro que preparamos, ao som da nossa Bateria Venenosa, do samba no pé dos nossos passistas e da alegria de toda nossa Escola de Samba, nesse cenário maravilhoso que descortinamos em variadas cores e formas.

Não se sabe exatamente de onde surgiu o nome da nossa Pampulha. Alguns historiadores buscam no latim a origem da palavra, atribuindo às hastes de videiras cobertas de flores e frutos. Pampanaculum é diminutivo e designa, também, as flores amarelas muito comuns no bairro de Pampulha, em Lisboa, a saudosa terra natal de muitos portugueses que vieram para a construção de Belo Horizonte e encontraram flores semelhantes por aqui. Há ainda citações que se referem a palavra a um “campo de pedras”. Outros revelam a existência de uma fazenda de mesmo nome, que existia na região, de propriedade de portugueses provenientes do saudoso bairro lusitano.

Certeza temos é que o espelho d´água da Lagoa da Pampulha, formado em 1936 a partir do represamento do ribeirão de mesmo nome e seus afluentes, ainda no governo do prefeito Otacílo Negrão de Lima, que nomeia a avenida na sua orla. A sua função inicial era de fornecer água para a região norte da cidade e a criação de um novo vetor para o povoamento. Mas, foi na gestão seguinte que o projeto de povoamento da região ganhou pretensões mais arrojadas.

ACADEMICOS DE VENDA NOVA - CARNAVAL BELO HORIZONTEO brilho do sol, incidindo sobre o espelho d´água, deve ter refletido belos matizes de cores nos olhares de um “Prefeito Revolucionário” e de um “Arquiteto Arrojado”: JK e Niemeyer. Juntou-se a eficiência com a ousadia e a criatividade. Então, o artista do concreto, criou projetos de edifícios com formas inusitadas e leves que se integravam com o lago, convidando artistas de renome para comporem suas obras, jardins e interiores, como Portinari, Cheschiatti e o paisagista Burle Marx.

Entre 1942 e 1943 as primeiras construções do lago foram edificadas, nascidas da inventividade de Niemeyer e do talento de tantos artistas: o envidraçado Cassino da Pampulha (atual Museu de Arte da Pampulha), a curvilínea Igreja de São Francisco de Assis, a charmosa Casa do Baile (atual Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design) e o elitizado Iate Golfe Clube (atual Iate Tênis Clube). Uma quinta obra foi planejada, porém o Hotel Pampulha não saiu dos papéis.

Niemeyer criou obras que integravam diversas artes em seu conjunto. Ao redor das edificações jardins deslumbrantes sintetizavam o que havia de mais exótico das plantas do Cerrado, Mata Atlântica e da Amazônia, sob o projeto do paisagista convidado Burle Marx. Ainda chamou Candido Portinari, que prestou o seu talento na criação azulejos de revestimento e painéis inspirados. Convocou os artistas vanguardistas Alfredo Ceschiatti – “O abraço”, Augusti Zamovski – “Nu”, e José Alves Pedrosa – “Pampulha”, para ornamentarem o conjunto com maravilhosas obras de arte.

Com a proibição dos jogos no Brasil, em 1946, tanto o Cassino quanto a Casa do Baile, perderam o apelo do público e suas funções originais, culminando com a sub-utilização dos espaços, por décadas. A arquitetura e os painéis da Igreja de São Francisco de Assis também foram objeto de repúdio e boicote dos líderes da igreja católica. Tudo indicava a decadência de uma das mais charmosas regiões da cidade. Porém, com o passar dos anos, novas funções foram incorporadas às construções, aumentando o interesse e aceitação dos mineiros.

A cidade cuidou das obras, mantendo quase total originalidade dos traçados iniciais. Tal dedicação trouxe o reconhecimento da UNESCO, em julho de 2016, que declarou o Complexo da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade. Título esse que confere às obras reconhecimento mundial e fontes de recursos para a manutenção dos bens tombados. Honraria, essa, que exalta a colaboração dinâmica entre vários artistas inovadores em seus respectivos campos de atividade.

Com o passar do tempo, a Pampulha tornou-se um grande centro de atividades culturais, esportivas e de lazer, um dos principais atrativos turísticos de Minas Gerais. Na sua orla foram instalados equipamentos de entretenimento para todos os públicos. Conta também com ciclovia, calçadas, espaços para shows e praças esportivas. Grandes competições de repercussão global ocorrem ao seu redor, como a Volta Internacional da Pampulha. Conta ainda com o monumento a Iemanjá, localizado sobre as suas águas.

O Zoológico de Belo Horizonte também se localiza na Pampulha. São mais de 250 espécies animais (aves, anfíbios, mamíferos, répteis, etc). No mesmo espaço há o Jardim Botânico, o Aquário da Bacia do Rio São Francisco e, bem próximo, o Parque Ecológico da Pampulha. São espaços verdes que atraem muitos visitantes que podem, inclusive, fazer piqueniques nos seus gramados, sob frondosas copas de árvores. Quer ver a Lagoa bem lá do alto? Então uma boa opção é subir na roda-gigante, instalada no tradicional Parque Guanabara.

E há muito mais o que visitar e usufruir. Conhecido como o Gigante da Pampulha, o estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, é um dos maiores palcos do futebol brasileiro com jogos dos grandes clubes da capital mineira (América, Atlético-MG e Cruzeiro) e até mesmo da Seleção Brasileira. O estádio foi um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. No mesmo parque esportivo localiza-se o Ginásio do Mineirinho.

Se Belo Horizonte não tem mar, tem a Pampulha como fonte inesgotável de lazer, cultura e esporte. Um cartão postal de Belo Horizonte e orgulho de todos os seus habitantes. Quem sabe, num breve futuro possa receber, em suas águas despoluídas, os banhistas e atletas dos esportes aquáticos. Então a Pampulha será mais democrática e acessível, o verdadeiro mar dos belo-horizontinos.

 

Belo Horizonte, janeiro de 2018.
Diretoria Artística e Cultural


 

Belo Horizonte - MG - Fones 31 99427.4064 e 98805.4267
email: contato@avendanova.com.br - facebook.com/academicosdevendanova